Oficinas artísticas do SARAD contribuem para o recomeço de muitas vidas

Arte. Pequena palavra que pode ser entendida como uma habilidade dirigida para a execução de uma tarefa ou um conjunto de técnicas para a produção de objetos. Porém, no Serviço de Atenção e Referência em Álcool e Drogas (SARAD), essas quatro letras representam mais do que explicações teóricas: significam o recomeço na vida de muitas pessoas. Há cerca de dois anos, os pacientes da unidade vinculada ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB) participam, semanalmente, de oficinas artísticas voltadas à marcenaria, à pintura, à escrita e à confecção artesanal de enfeites e objetos de decoração. As oficinas são acompanhadas pelas Enfermeiras Mariana Vulcano Neres e Patrícia Cristina Oliveira de Moraes e pela Técnica de Enfermagem Margareth Mendes Dantas que, além de realizarem o que a pioneira da Enfermagem moderna Florence Nightingale aponta como “a mais bela das artes”, investem parte de sua rotina também para aperfeiçoar as habilidades dos pacientes, em prol da

Neonazista brasileiro é condenado a quatro anos de prisão, após investigação com polícia russa

Neonazista brasileiro é condenado a quatro anos de prisão, após investigação com polícia russa

Welker de Oliveira Guerreiro, simpatizante de ideologias nazistas, foi condenado a quatro anos de prisão, em regime fechado, por publicar conteúdos que fazem apologia ao regime ditatorial de Adolf Hitler. A sentença atende a pedidos do Ministério Público Federal (MPF), que havia denunciado o réu por realizar as postagens em 2015 na rede social russa vk.com. Ele poderá recorrer da decisão em liberdade.

A ordem judicial, proferida pela 1ª Vara Criminal Federal de São Paulo, determina também que, caso a vk.com tenha representantes no Brasil, eles sejam notificados para deletarem imediatamente os conteúdos, ainda disponíveis para acesso. Não havendo responsáveis pela rede social no país, a remoção das publicações deve ser feita por meio de mecanismos de cooperação internacional.

A sentença chama a atenção para a simbologia das postagens do réu, a começar pela foto de seu perfil. Nela, o usuário aparece com o rosto coberto pelo desenho de um crânio com dois ossos cruzados. Embora atualmente menos conhecida que outros signos do nazismo, a chamada “caveira da morte” foi largamente adotada na identificação de unidades do regime totalitário alemão, entre elas a SS, o braço armado do partido de Hitler.

“Assim, logo em sua foto principal, o acusado já demonstra que é um partidário das ideias nazistas, de superioridade de raças e totalitarismo, a induzir a discriminação racial”, destacou a decisão. “A mensagem que o réu transmitiu foi uma mensagem nazista, ainda que tenha sido disfarçada por símbolos menos usuais que a tão conhecida suástica”.

O réu também criou uma página denominada “Misanthropic Division (Brasil)” na mesma rede social. A Misanthropic Division é um grupo paramilitar de extrema-direita que emergiu no contexto das revoltas nacionalistas na Ucrânia em 2014 e participou da derrubada do presidente Viktor Yanukovych. Acusada de diversas violações de direitos humanos no país do leste europeu, a organização exerce grande influência internacional sobre facções neonazistas e chegou a recrutar integrantes no Brasil.

As autoridades identificaram o réu a partir de ações de cooperação policial entre o Brasil e a Rússia. Informados das postagens, o MPF e a Polícia Federal obtiveram com prestadoras de telecomunicação brasileiras os dados de IP do usuário e a confirmação do número de telefone celular que ele utilizou para se cadastrar na vk.com. As publicações foram feitas a partir de um dispositivo localizado em Itapecerica da Serra (SP).

O crime se enquadra no artigo 20, § 2º, da Lei nº 7.716/89, que prevê pena de prisão e multa a quem praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, por intermédio de meios de comunicação social ou publicação de qualquer natureza. Essa não é a primeira condenação do réu por condutas vinculadas à extrema-direita. Ele já foi obrigado a cumprir serviços comunitários após fazer parte de um grupo neonazista que agrediu moradores de rua em São Paulo em 2011.



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