Oficinas artísticas do SARAD contribuem para o recomeço de muitas vidas

Arte. Pequena palavra que pode ser entendida como uma habilidade dirigida para a execução de uma tarefa ou um conjunto de técnicas para a produção de objetos. Porém, no Serviço de Atenção e Referência em Álcool e Drogas (SARAD), essas quatro letras representam mais do que explicações teóricas: significam o recomeço na vida de muitas pessoas. Há cerca de dois anos, os pacientes da unidade vinculada ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB) participam, semanalmente, de oficinas artísticas voltadas à marcenaria, à pintura, à escrita e à confecção artesanal de enfeites e objetos de decoração. As oficinas são acompanhadas pelas Enfermeiras Mariana Vulcano Neres e Patrícia Cristina Oliveira de Moraes e pela Técnica de Enfermagem Margareth Mendes Dantas que, além de realizarem o que a pioneira da Enfermagem moderna Florence Nightingale aponta como “a mais bela das artes”, investem parte de sua rotina também para aperfeiçoar as habilidades dos pacientes, em prol da

Congresso derruba veto de Bolsonaro, e agricultura familiar terá auxílio de R$ 2.500 por mês

Congresso derruba veto de Bolsonaro, e agricultura familiar terá auxílio de R$ 2.500 por mês


O Congresso Nacional aprovou na tarde desta sexta-feira (17) a derrubada do veto do presidente Jair Bolsonaro (PL) ao Projeto de Lei (PL) 823/2021, Lei Assis Carvalho II, que prevê medidas emergenciais para apoio à agricultura familiar impactada pela pandemia. O instrumento prevê a prorrogação das dívidas rurais de pequenos agricultores e o estabelecimento de auxílio de R$ 2.500 por família.

A lei foi batizada em homenagem ao deputado do PT do Piauí que morreu em 2020, sendo um complemento à Lei Assis Carvalho I, quase totalmente vetada por Bolsonaro, no ano passado.

“A lei é importante por suas medidas, como recursos financeiros não reembolsáveis para fomento a produção de alimentos, implantação de cisternas e outras tecnologias de acesso à água, uma medida fundamental pois, onde há insegurança hídrica, chega a fome”, explica a antropóloga Maria Emília Pacheco, membro da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA). 


“Contribuir para o abastecimento emergencial com a compra dos alimentos da agricultura familiar pelo estado e doação a pessoas com insegurança alimentar e nutricional é outra medida importante e que contribui para manter acesa a luta pela restauração do Programa Aquisição de Alimentos que acabou de ser extinto”, completa.

Além de estender vencimentos de dívidas, a lei prevê a criação de linhas de crédito rural para custeio e investimento de atividades relacionadas à produção de alimentos básicos e leite, determinando que o Governo Federal desembolse auxílio de R$ 2.500 para cada família, sendo R$ 3 mil caso a beneficiária seja mulher.

“Quando destinado à mulher agricultora, o recurso é maior para responder às desigualdades que existem em um país patriarcal como o nosso”, comenta Pacheco.

Segundo a agrônoma Flávia Londres, também membro do Núcleo Executivo da ANA, “a Lei Assis de Carvalho II é, em grande parte, resultado da ação de grupos e movimentos de todo o país que, de forma incansável, não deixaram de se mobilizar pela sua proposição, negociação e aprovação”. 

“O resultado veio também graças ao empenho de parlamentares comprometidos com as causas populares, e da mobilização incessante das organizações da sociedade civil, capazes de garantir uma política pública fundamental para o combate à fome num momento tão dramático como o que vivemos”, diz Londres.

As medidas terão validade até 31 de dezembro de 2022 e poderão contribuir para recuperação da agricultura familiar camponesa, abalada por diversos aspectos negativos provocados pela pandemia e pela falta de apoio do poder público federal. 


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