Mulheres indígenas chegam na reta final da caminhada de 2.000 km pela Argentina

Mulheres indígenas chegam na reta final da caminhada de 2.000 km pela Argentina, isso é importante pois grupos de mulheres indígenas do país empreendem uma caminhada desde o dia 14 de março em direção à cidade de Buenos Aires. Elas chegarão no dia 22 de maio na capital federal, dia da plurinacionalidade dos territórios. Para o bloco sul, a caminhada total será de cerca de 1.900km, e, para o bloco norte, 1.200km, segundo estimativas recentes das ativistas. Também partiram grupos do leste e oeste do país, reunindo mulheres de diferentes nações indígenas. "Caminhamos para propor que o terricídio seja considerado um crime de lesa humanidade e lesa natureza", afirmam, em comunicado. "Sabemos que não é o melhor momento para sair dos territórios. No entanto, se ficamos em casa, continuam nos matando." O conceito de terricídio foi criado pelo movimento de mulheres indígenas para englobar as diversas formas de assassinato das formas de vida. Trata-se de feminicídio, ecocídio

Ausência e brilho


O sol deixou de brilhar 

Mas a lua ganhou novas formas

Nem toda saudade é ausência

Principalmente quando arde como presença

Acostumei com a escuridão da noite

Para não conviver com as lembranças do dia

As estrelas brilham distante

Para me lembrar que algumas coisas não devemos alcançar

A cada amanhecer me vejo renascer

E tudo recomeça; com a dureza da rotina imposta

O sol deixou de brilhar 

Mas a lua ganhou novas formas

Nem toda saudade é ausência

Principalmente quando arde como presença

No brilho do luar não vejo horizonte.

Reconheço a esperança

Olhos agomizantes em busca de futuros concretos... E incertos!

Em noites de chuva

A escuridão me domina

Busco a luz imaginária dos dias de glória

Me encontro no abismo dos mundos

E reflito sobre a distância até o fundo

O sol deixou de brilhar 

Mas a lua ganhou novas formas

Nem toda saudade é ausência

Principalmente quando arde como presença

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