Mulheres indígenas chegam na reta final da caminhada de 2.000 km pela Argentina

Mulheres indígenas chegam na reta final da caminhada de 2.000 km pela Argentina, isso é importante pois grupos de mulheres indígenas do país empreendem uma caminhada desde o dia 14 de março em direção à cidade de Buenos Aires. Elas chegarão no dia 22 de maio na capital federal, dia da plurinacionalidade dos territórios. Para o bloco sul, a caminhada total será de cerca de 1.900km, e, para o bloco norte, 1.200km, segundo estimativas recentes das ativistas. Também partiram grupos do leste e oeste do país, reunindo mulheres de diferentes nações indígenas. "Caminhamos para propor que o terricídio seja considerado um crime de lesa humanidade e lesa natureza", afirmam, em comunicado. "Sabemos que não é o melhor momento para sair dos territórios. No entanto, se ficamos em casa, continuam nos matando." O conceito de terricídio foi criado pelo movimento de mulheres indígenas para englobar as diversas formas de assassinato das formas de vida. Trata-se de feminicídio, ecocídio

"Sem Rampa, Calçada é Muro" transforma as guias de calçadas em mini murais


O que para nós é uma simples calçada para o cadeirante é um verdadeiro muro. E exatamente para refletir sobre isso, que grafiteiros aderem à ação “Sem Rampa Calçada é Muro”, desenvolvida pela ONG Movimento SuperAção.

Inicialmente a ação conta com os artistas Apolo Torres, Clara Leff, Bruno Mazola, Chivitz, Dinas Miguel, Feik, Felipe Palacio, Ignoto, Mazola Marcnou, Minhau, Negritoo, Ojos Blancos, Tarik e Tito Ferrara. O grupo foi convidado a produzir graffitis em pequena escala nas guias das calçadas.

A analogia entre guias das sarjetas em “muros” visa conscientizar sobre os transtornos que a ausência de guias rebaixadas causa ao cadeirante, que são obrigados a contornar esses “muros”, para encontrar a segurança da calçada.

Com isso a ONG quer chamar atenção para o desafio diário enfrentado por pessoas com deficiência.

Você: artista! Espalhe essa ideia - "Sem Rampa, Calçada é Muro"




Até agora, já foram registradas 14 obras, espalhadas por meios-fios paulistas que, por lei, deveriam ter rampas de acesso. Os trabalhos estão, por exemplo, localizados em regiões como Barra Funda, Bela Vista, Campo Belo, Chácara Santo Antônio, Jaraguá, Lapa, Liberdade, Mooca, Pinheiros, Sumaré e Vila São Francisco, além de Embu das Artes.

O interessante é que além disso, a proposta já desembarcou no Rio de Janeiro e no Recife e deixa em aberto essa sugestão de intervenção urbana em sua cidade.

A ação “Sem Rampa, Calçada é Muro”, é idealizada pela agência Z+. Segundo Alexandre Vilela (Xã), CCO da agência Z+, a ideia nasce da premissa de que para o cadeirante uma calçada é um muro. E, se é um muro, cabe um graffiti.

“Dessa forma, não estamos somente chamando a atenção para o problema, como também mapeando os pontos que precisam ser adaptados para garantir acessibilidade a todos”, explica.


Em SP apenas 9% das calçadas têm acessibilidade

De acordo com o último censo demográfico, publicado pelo IBGE em 2010, mais de 45 milhões de pessoas declararam ter pelo menos um tipo de deficiência. O estudo também revela que em São Paulo, maior cidade do Brasil, apenas 9% das calçadas têm acessibilidade.

Desde então, melhorias aconteceram, mas as pessoas com deficiência física ainda não vivem em uma sociedade adaptada, tendo que enfrentar problemas de mobilidade urbana diariamente.

Para Billy Saga, presidente da ONG Movimento SuperAção, em um mundo onde há uma infinidade de informações para chamar atenção, o projeto direciona o foco do cidadão, de forma lúdica e artística, para um importante ponto que é a acessibilidade arquitetônica da cidade.

“A arte é uma das mais belas fontes de contato entre o ser humano e ele mesmo. Estamos fomentando a inclusão de uma forma que só a arte é capaz. Precisamos acessar a emoção dos cidadãos, pois só a razão não tem sido suficiente”, ressalta.

Ajude a divulgar essa ideia

Para divulgar o projeto, a Movimento SuperAção conta com um perfil no Instagram em que todos os graffitis podem ser vistos, bem como a localização de cada um deles. Basta acessar @CalçadaÉMuro.

A ideia é que os usuários da plataforma se engajem na causa e ajudem a reverberar a ação compartilhando imagens e vídeos, ou ainda visitando os lugares com o uso da marcação #calçadaémuro.

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