Mulheres indígenas chegam na reta final da caminhada de 2.000 km pela Argentina

Mulheres indígenas chegam na reta final da caminhada de 2.000 km pela Argentina, isso é importante pois grupos de mulheres indígenas do país empreendem uma caminhada desde o dia 14 de março em direção à cidade de Buenos Aires. Elas chegarão no dia 22 de maio na capital federal, dia da plurinacionalidade dos territórios. Para o bloco sul, a caminhada total será de cerca de 1.900km, e, para o bloco norte, 1.200km, segundo estimativas recentes das ativistas. Também partiram grupos do leste e oeste do país, reunindo mulheres de diferentes nações indígenas. "Caminhamos para propor que o terricídio seja considerado um crime de lesa humanidade e lesa natureza", afirmam, em comunicado. "Sabemos que não é o melhor momento para sair dos territórios. No entanto, se ficamos em casa, continuam nos matando." O conceito de terricídio foi criado pelo movimento de mulheres indígenas para englobar as diversas formas de assassinato das formas de vida. Trata-se de feminicídio, ecocídio

Inquisição acusou duas mulheres de Jundiaí por bruxaria no século XVIII




Se você acredita que a inquisição aconteceu apenas no outro lado do mundo, achando que no Brasil não existe resquícios da caça às mulheres acusadas de feitiçaria, então você não sabe de nada inocente.

Em 1754, a Justiça Eclesiástica de Jundiaí, interior de São Paulo, acusou Thereza Leyte e Escholástica Pinta da Silva, mãe e filha, pela prática de bruxaria.

No Tribunal do Santo Ofício elas foram incriminadas por terem estabelecido pacto com o demônio. A acusação dava conta de que elas teriam matado o primeiro marido de Escholástica, Manoel Garcia, com práticas de feitiçarias.

Quem traz à tona essa história é a pesquisadora e filóloga Narayan Porto em sua pesquisa de mestrado "Feitiçaria Paulista: Transcrição de Processo-crime da Justiça Eclesiástica na América Portuguesa do século 18".

Em seu trabalho de pesquisa Narayan analisou os manuscritos originais encontrados na Cúria Metropolitana de São Paulo sobre o processo crime referente as essas duas mulheres acusadas de feitiçaria. 

O Tribunal do Santo Ofícío


A pesquisadora busca ainda esclarecer como o Tribunal do Santo Ofício agiu na Europa e na América portuguesa e sua atividade no Brasil colonial.

O interessante dessa investigação é que ela foi realizada do ponto de vista da filologia ou seja, trazer o texto da forma como ele foi criado pelo autor. Portanto, ao mesmo tempo em que revela a história das supostas feiticeiras, o estudo verificou questões relacionadas ao tipo de papel utilizado na escrita, a tinta, as abreviaturas e outros aspectos da língua portuguesa do século 18.

O trabalho foi apresentado na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP como parte do  projeto Bruxas Paulistas, sob orientação do professor Marcelo Módolo, do Programa de Pós-Graduação em Filologia e Língua Portuguesa.

A Inquisição no Brasil 


No Brasil, a inquisição se consolidou por meio do Tribunal do Santo Ofício, que recebia visitas de inquisidores vindos de Portugal para investigar comportamentos e práticas diferentes dos estabelecidos pela igreja católica.

Porém o movimento católico que foi criado para combater heresias e ameaças à fé cristã e começou no período colonial Europeu.

A caça às bruxas já vinha ocorrendo em países como França, Itália e Portugal a partir do século 12.

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Com informações - Jornal da USP 

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