Polo Cuesta inicia construção de Planejamento Estratégico para o Turismo Regional

O Consórcio Polo Cuesta, em parceria com o Instituto Jatobás, deu início à construção de um Planejamento Estratégico para o turismo. Este documento irá auxiliar os municípios da região a compreender, estruturar e integrar ações para este setor nos próximos anos. O primeiro encontro foi realizado no último dia 25 de novembro, na Fazenda dos Bambus, em Pardinho, e contou com a presença de dirigentes municipais de turismo da região, que agrega nove cidades: Anhembi, Avaré, Bofete, Botucatu, Itatinga, Paranapanema, Pratânia, Pardinho e São Manuel. “Trata-se de uma iniciativa inédita para o consórcio, que em 2021 está completando 20 anos. Estamos em um momento de transformação. Precisamos planejar para executar com sucesso todos os nossos sonhos para este setor”, diz Thiago Henrique Donini, diretor executivo do Polo Cuesta. “Queremos nos estruturar, unir e organizar como progredir, olhar os futuros possíveis e construí-los, beneficiando a nossa região. Especialmente a economia local que o

Futuro incerto: fim do auxílio emergencial vai deixar milhões em situação de vulnerabilidade

Futuro incerto: fim do auxílio emergencial vai deixar milhões em situação de vulnerabilidade


As últimas parcelas do auxílio emergencial, pago a famílias em situação de vulnerabilidade durante a pandemia, começaram a ser depositadas nesta segunda-feira (18), mas o governo federal ainda não oficializou qual será o futuro do programa. A menos de duas semanas do fim do mês, a indefinição traz insegurança a milhões de pessoas.

Diretora de Relações Institucionais da Rede Brasileira de Renda Básica, a ativista Paola Carvalho alerta para o clima de incerteza entre quem recebe o benefício: "Os relatos que nós recebemos, pelo atendimento que a gente faz às pessoas em relação ao auxílio emergencial, são de completo desespero".

Ela alerta para o risco de aumento ainda mais intenso da extrema pobreza. Para a ativista, a perspectiva de muitas famílias "é de não saber o que fazer para sobreviver a partir do mês que vem". 

Paola Carvalho ressalta que é preciso discutir não apenas o auxílio emergencial, mas um programa de renda permanente, frente às cenas de horror da busca da população por alimentos, "É a fila do osso, os pés de galinha e as pessoas buscando comidas vencidas e estragadas no caminhão de lixo. Um Brasil que muitas vezes o governo finge não existir".

Governo confuso


Nesta segunda, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que "Se Deus quiser, nesta semana resolveremos a extensão do auxílio emergencial". Ele não deu qualquer detalhe, não especificou valores ou prazos. As afirmações foram vistas como uma sinalização de que o benefício será prolongado, mas vão contra o discurso atual do governo.

O plano oficial é substituir o auxílio e o Bolsa Família por um novo programa de transferência de renda, que seria pago a partir de novembro. No domingo (17), o ministro da Cidadania, João Roma, reafirmou essa intenção. 

O número de pessoas atendidas, no entanto, ficará bem abaixo do que abrange o benefício da pandemia atualmente. Em entrevista para a TV Brasil, Roma disse que o governo pretende pagar o novo auxílio a 17 milhões de trabalhadoras e trabalhadores.

Paola Carvalho lembra que o número de atendidos hoje, oficialmente, é superior a 30 milhões. "Mesmo a ampliação do auxílio emergencial por um mês - para ganhar tempo na discussão da Medida Provisória do Auxílio Brasil - ou a transformação para o Auxílio Brasil, significaria o atendimento de apenas 17 milhões de famílias".

Ela destaca também o processo de enxugamento do benefício: "Nós começamos com o auxílio emergencial para 68 milhões de pessoas. Ainda em 2020, reduziu-se em 14 milhões de pessoas. Significa que o país, ainda durante o auge da pandemia, perdeu um Bolsa Família inteiro", relata.

"Na virada para 2021, nós passamos os quatro meses em que a mortalidade foi maior sem o auxílio emergencial. Ele foi retomado em valores muito menores do que a necessidade da população. Lembrando que R$ 150 pagam aproximadamente um botijão de gás e um saco de arroz", finaliza a ativista.

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