Veículos interceptados em Itatinga seriam vendidos criminosamente na Colômbia

A equipe do (TOR) Tático Ostensivo Rodoviário evitou que dois veículos alugados irregularmente fossem repassados de maneira criminosa, na fronteira do Brasil com a Colômbia. A abordagem dos policiais ocorreu na madrugada desta quinta-feira, dia 03, na praça de pedágio de Itatinga, na Rodovia Castelo Branco.   Os policiais desconfiaram das informações desencontradas dadas pelos motoristas dos dois veículos, que segundo as autoridades perceberam algo errado quando perceberam que os veículos estavam trafegando como se fosse um comboio. O primeiro motorista dirigia um GM/Tracker, e disse que alugou o carro e que pretendia ir até a cidade de Corumbá-MS para passar o final de semana prolongado. Ele também adiantou que o condutor do outro veículo, um MBenz/C180, era amigo e iria com ele para a mesma cidade. Sobre o contrato de locação do automóvel o condutor apresentou uma foto do contrato, armazenada no aplicativo de conversas WhatsApp, porém o nome que constava no documento não batia com o

Professora argentina que adoeceu por pulverização de agrotóxicos é indenizada

Professora argentina que adoeceu por pulverização de agrotóxicos é indenizada


A Justiça do Trabalho da cidade de Gualeguaychú, na província de Entre Ríos, na Argentina, proferiu uma decisão a favor da professora Estela Lemes, reconhecendo que a pulverização de agrotóxicos próximo à escola rural Bartolito Mitre, em Costa Uruguai Sur, a adoeceu.

O caso é mais um reconhecimento contundente da nocividade dos agrotóxicos à saúde humana. A Câmara do Trabalho da cidade ordenou que o Instituto Autárquico Provincial del Seguro de Entre Ríos indenizasse a profissional e se encarregasse dos custos de seu tratamento.

Segundo a agência de notícias Tierra Viva, aviões de fumigação com pesticidas começaram a sobrevoar a escola Bartolito Mitre em 2006. Quatro anos depois, após filmar um vídeo mostrando que agrotóxicos eram pulverizados a pouco metros da escola e durante manobras deixavam cair veneno em áreas onde estavam alunos e professores, a professora ingressou com uma ação judicial.

Ela passou anos denunciando a prática à Secretaria Municipal de Meio Ambiente e enfrentou questionamentos da Aseguradora de Riesgos del Trabajo (ART), o equivalente ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) no Brasil.

Uma década após a primeira pulverização, um exame de sangue constatou que Lemes tinha glifosato em seu sangue. Hoje, a professora convive com atrofia muscular e danos neurológicos. 

"Eu lutei por mim, por minha doença e por meus filhos, para que se soubesse que os agrotóxicos te deixam doente e te matam. Quando falam de 'agroquímicos' ou 'pesticidas', eu lhes digo: 'agroquímicos tóxicos'. Eu sei que eles entram no corpo e te deixam doente", assegurou Lemes, em entrevista à Rádio Nacional Gualeguaychú. 

O caso de Estela Lemes cria um precedente judicial para a luta contra os agroquímicos tóxicos na província de Entre Ríos, que já tem uma longa luta contra a pulverização agroquímica. 

O glifosato, inclusive, havia sido proibido no município de Gualeguaychú. Entretanto, o governador Gustavo Bordet derrubou uma decisão histórica do Supremo Tribunal Provincial por meio de um decreto e autorizou a manutenção da pulverização agroquímica em áreas escolares a apenas 100 metros de distância por terra, e a 500 metros de distância caso a aplicação ocorra pelo ar. Já uma organização dos vizinhos defendia que a proibição fosse de 1.000 metros de distância por terra e 3.000 metros de distância pelo ar.

"A decisão reconheceu que fui pulverizada enquanto estava trabalhando. Os agrotóxicos deixam você doente e o matam. A justiça foi feita", disse Lemes.

Por Agência Brasil de Fato

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