Polícia Civil de Marília prende homem que comercializava drogas em condomínio

Policiais civis da Delegacia de Polícia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Marília, prenderam um rapaz, de 24 anos, por tráfico de entorpecentes, em um condomínio na zona rural da cidade, na manhã desta terça-feira (21).   Os agentes receberam a informação, de que um suspeito estava comercializando drogas nas dependências de um condomínio de prédios habitacionais, localizado na Rua Mário Bataiola.   Os agentes passaram a desenvolver as investigações e ficaram em vigilância velada, próximo ao local-alvo. Na sequência, avistaram o investigado em atitude suspeita e típica do tráfico de drogas e realizaram sua abordagem. Ele tentou fugir mais foi detido. Com ele, os agentes encontraram uma sacola que continha 93 porções de maconha, 52 pinos de cocaína, além de anotações de contabilidade do tráfico.   O homem foi autuado em flagrante por tráfico de drogas.

Professora argentina que adoeceu por pulverização de agrotóxicos é indenizada

Professora argentina que adoeceu por pulverização de agrotóxicos é indenizada


A Justiça do Trabalho da cidade de Gualeguaychú, na província de Entre Ríos, na Argentina, proferiu uma decisão a favor da professora Estela Lemes, reconhecendo que a pulverização de agrotóxicos próximo à escola rural Bartolito Mitre, em Costa Uruguai Sur, a adoeceu.

O caso é mais um reconhecimento contundente da nocividade dos agrotóxicos à saúde humana. A Câmara do Trabalho da cidade ordenou que o Instituto Autárquico Provincial del Seguro de Entre Ríos indenizasse a profissional e se encarregasse dos custos de seu tratamento.

Segundo a agência de notícias Tierra Viva, aviões de fumigação com pesticidas começaram a sobrevoar a escola Bartolito Mitre em 2006. Quatro anos depois, após filmar um vídeo mostrando que agrotóxicos eram pulverizados a pouco metros da escola e durante manobras deixavam cair veneno em áreas onde estavam alunos e professores, a professora ingressou com uma ação judicial.

Ela passou anos denunciando a prática à Secretaria Municipal de Meio Ambiente e enfrentou questionamentos da Aseguradora de Riesgos del Trabajo (ART), o equivalente ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) no Brasil.

Uma década após a primeira pulverização, um exame de sangue constatou que Lemes tinha glifosato em seu sangue. Hoje, a professora convive com atrofia muscular e danos neurológicos. 

"Eu lutei por mim, por minha doença e por meus filhos, para que se soubesse que os agrotóxicos te deixam doente e te matam. Quando falam de 'agroquímicos' ou 'pesticidas', eu lhes digo: 'agroquímicos tóxicos'. Eu sei que eles entram no corpo e te deixam doente", assegurou Lemes, em entrevista à Rádio Nacional Gualeguaychú. 

O caso de Estela Lemes cria um precedente judicial para a luta contra os agroquímicos tóxicos na província de Entre Ríos, que já tem uma longa luta contra a pulverização agroquímica. 

O glifosato, inclusive, havia sido proibido no município de Gualeguaychú. Entretanto, o governador Gustavo Bordet derrubou uma decisão histórica do Supremo Tribunal Provincial por meio de um decreto e autorizou a manutenção da pulverização agroquímica em áreas escolares a apenas 100 metros de distância por terra, e a 500 metros de distância caso a aplicação ocorra pelo ar. Já uma organização dos vizinhos defendia que a proibição fosse de 1.000 metros de distância por terra e 3.000 metros de distância pelo ar.

"A decisão reconheceu que fui pulverizada enquanto estava trabalhando. Os agrotóxicos deixam você doente e o matam. A justiça foi feita", disse Lemes.

Por Agência Brasil de Fato

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