Mulher envia maconha e k4 para o irmão preso na Penitenciária de Avanhandava

Agentes da Penitenciária “Valdic Junio Alves Primo” de Avanhandava apreenderam, na manhã desta quarta-feira (26), drogas escondidas em fundo falso de um pote de margarina. A encomenda teria sido enviada à unidade pela irmã de um preso. Durante vistoria realizada na presença do destinatário, a equipe localizou duas porções de maconha, pesando cerca de 16 gramas no total, e 550 pedaços de papel contendo k4, a maconha sintética. CONFESSOU Questionado pelos servidores, o detento confirmou que havia encomendado os entorpecentes com a sua irmã, que é devidamente cadastrada no rol de visitas do estabelecimento penal. A direção da Penitenciária de Avanhandava registrou boletim de ocorrência e instaurou procedimento interno para apurar o caso.

Professora argentina que adoeceu por pulverização de agrotóxicos é indenizada

Professora argentina que adoeceu por pulverização de agrotóxicos é indenizada


A Justiça do Trabalho da cidade de Gualeguaychú, na província de Entre Ríos, na Argentina, proferiu uma decisão a favor da professora Estela Lemes, reconhecendo que a pulverização de agrotóxicos próximo à escola rural Bartolito Mitre, em Costa Uruguai Sur, a adoeceu.

O caso é mais um reconhecimento contundente da nocividade dos agrotóxicos à saúde humana. A Câmara do Trabalho da cidade ordenou que o Instituto Autárquico Provincial del Seguro de Entre Ríos indenizasse a profissional e se encarregasse dos custos de seu tratamento.

Segundo a agência de notícias Tierra Viva, aviões de fumigação com pesticidas começaram a sobrevoar a escola Bartolito Mitre em 2006. Quatro anos depois, após filmar um vídeo mostrando que agrotóxicos eram pulverizados a pouco metros da escola e durante manobras deixavam cair veneno em áreas onde estavam alunos e professores, a professora ingressou com uma ação judicial.

Ela passou anos denunciando a prática à Secretaria Municipal de Meio Ambiente e enfrentou questionamentos da Aseguradora de Riesgos del Trabajo (ART), o equivalente ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) no Brasil.

Uma década após a primeira pulverização, um exame de sangue constatou que Lemes tinha glifosato em seu sangue. Hoje, a professora convive com atrofia muscular e danos neurológicos. 

"Eu lutei por mim, por minha doença e por meus filhos, para que se soubesse que os agrotóxicos te deixam doente e te matam. Quando falam de 'agroquímicos' ou 'pesticidas', eu lhes digo: 'agroquímicos tóxicos'. Eu sei que eles entram no corpo e te deixam doente", assegurou Lemes, em entrevista à Rádio Nacional Gualeguaychú. 

O caso de Estela Lemes cria um precedente judicial para a luta contra os agroquímicos tóxicos na província de Entre Ríos, que já tem uma longa luta contra a pulverização agroquímica. 

O glifosato, inclusive, havia sido proibido no município de Gualeguaychú. Entretanto, o governador Gustavo Bordet derrubou uma decisão histórica do Supremo Tribunal Provincial por meio de um decreto e autorizou a manutenção da pulverização agroquímica em áreas escolares a apenas 100 metros de distância por terra, e a 500 metros de distância caso a aplicação ocorra pelo ar. Já uma organização dos vizinhos defendia que a proibição fosse de 1.000 metros de distância por terra e 3.000 metros de distância pelo ar.

"A decisão reconheceu que fui pulverizada enquanto estava trabalhando. Os agrotóxicos deixam você doente e o matam. A justiça foi feita", disse Lemes.

Por Agência Brasil de Fato

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