Pinacoteca recebe exposição “Em Volta do Tempo”, de Renata Egreja, em outubro

As telas da artista plástica paulista Renata Egreja serão a atração da programação da Pinacoteca “Fórum das Artes”, de Botucatu, a partir do dia 10 de outubro. A exposição “Em volta do tempo”, é resultado do Prêmio de Artes Visuais do ProAC LAB 2020, incentivado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e Ministério da Cultura do Governo Federal.  Na cidade de Botucatu ela recebe o apoio das secretarias de Cultura e Educação, em parceria com o Museu Botucatu. A mostra mescla trabalhos inéditos de Egreja, apresentando 5 telas grandes sobre tela e 10 aquarelas, além da instalação imersiva “Mesa Posta” (2021), que convida o espectador a mergulhar na obra e observá-la desta perspectiva, com cores e formas sugerindo sons e movimento, propondo um estado de encantamento. A exposição, que ocupará duas salas e o átrio da Pinacoteca, faz parte de um projeto que remete a experiência de retorno à terra natal. Lugar em que a artista cresceu e agora regressa com um olhar

A trajetória e o papel político da canção latino-americana

A trajetória e o papel político da canção latino-americana

 
A trajetória e o papel político da canção latino-americana é tema do livro recém-lançado, da professora Tânia da Costa Garcia que analisa a complexa relação entre música e cultura, política e sociedade em três países da América Latina. Do folclore à militância: A canção latino-americana no século XX é fruto de uma década de pesquisa da historiadora da Unesp (câmpus de Franca) em arquivos da Argentina, Chile e Brasil.

Publicado pela editora Letra e Voz, Do folclore à militância: A canção latino-americana no século XX conta um pouco da história desse gênero musical a partir de pesquisas em arquivos, análise de álbuns e entrevistas com intérpretes e cancionistas dos três países, revelando processos culturais e políticos muitas vezes semelhantes entre eles.
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Em sua parte inicial, o livro discute a música como objeto de investigação do historiador, para em seguida tratar da relação da canção folclórica com os meios de comunicação de massa, e a relação desta canção popular com símbolos de nacionalidade e com o populismo.

A relação entre campo e cidade na trajetória da música popular é outro assunto abordado na obra. “No caso do Chile e da Argentina, essa canção folclórica vem do campo para a cidade, se estabelece como simbólico de uma identidade nacional, mas é construído um lugar imaginário para essa origem”, destaca a autora, cujas pesquisas foram realizadas em arquivos de Buenos Aires (Argentina), Santiago (Chile) e São Paulo.
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Na segunda parte da obra, a autora trabalha com a canção militante na América Latina, a partir de um estudo comparativo entre o manifesto do Centro Popular de Cultura (CPC), no Brasil, e o manifesto do Novo Cancioneiro, na Argentina. “Eu abordo semelhanças e  singularidades entre esses dois manifestos localizados no começo dos anos 60, um momento de efervescência cultural e de engajamento político”, explica a docente do câmpus de Franca.

O livro discute ainda como se deu a relação da canção latino-americana em terras brasileiras durante a década de 70. “Para falar deste tema eu entrevistei os músicos do grupo Tarancón e também Abílio Manoel, que tinha um programa famoso sobre música latino-americana na na Rádio Bandeirantes”, destaca.

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