Polícia Civil de Marília prende homem que comercializava drogas em condomínio

Policiais civis da Delegacia de Polícia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Marília, prenderam um rapaz, de 24 anos, por tráfico de entorpecentes, em um condomínio na zona rural da cidade, na manhã desta terça-feira (21).   Os agentes receberam a informação, de que um suspeito estava comercializando drogas nas dependências de um condomínio de prédios habitacionais, localizado na Rua Mário Bataiola.   Os agentes passaram a desenvolver as investigações e ficaram em vigilância velada, próximo ao local-alvo. Na sequência, avistaram o investigado em atitude suspeita e típica do tráfico de drogas e realizaram sua abordagem. Ele tentou fugir mais foi detido. Com ele, os agentes encontraram uma sacola que continha 93 porções de maconha, 52 pinos de cocaína, além de anotações de contabilidade do tráfico.   O homem foi autuado em flagrante por tráfico de drogas.

Ausência de rituais dificulta luto pela perda na Covid-19

Ausência de rituais dificulta luto pela perda na Covid-19

Ausência de rituais dificulta luto pela perda na Covid-19 com a perda de um ente querido é sempre sofrida e dolorosa. Mas quando se trata de uma morte pela covid-19, essa experiência se complica.

Esse tema foi exposto pela psicóloga Mariele Rodrigues Correa, da Faculdade de Ciências e Letras (FCL) da Unesp, câmpus de Assis, e pelo psicanalista André Gellis, da Faculdade de Ciências (FC), também da Unesp, em Bauru, em debate on-line promovido pelo Centro de Documentação e Memória (CEDEM), neste dia 5 de maio.

Mariele integra uma equipe de professores e alunos da FCL que elaborou a cartilha E os que ficam?, que informa sobre como lidar com um luto delicado como é o da covid-19. “Os rituais compõem atividades esperadas de nossa sociedade, independentemente de como a pessoa parte. É necessário que o fim seja concretamente posto, com práticas tais como velório, sepultamento, presença de familiares e conhecidos, a fim de que a visualização e a confirmação desse corpo falecido sejam permitidas. Isso contribui para uma maior aceitação da perda e para o processo de enlutamento”.

Ainda segundo a cartilha, “Com a pandemia, nada disso está sendo possível. As reações conhecidas do processo de luto permaneceram - negação, raiva, barganha, depressão e aceitação - mas com novas nuances, dolorosas e semeadas em um campo consumado pela não-despedida, pela impossibilidade do último adeus, do último abraço, de um final justo e honrado. Esta realidade propicia experiências de sofrimento para as pessoas atingidas por um tempo ainda mais indeterminado, fazendo com que o lidar com essas dores se torne, na grande maioria das vezes, quase que insuportável”.

O material alerta para a sobreposição do luto em decorrências das perdas coletivas: de liberdade de circular livremente, impossibilidade de reunião, mudanças e adaptações e/ou perda de trabalho, a insegurança financeira, entre outras.

No debate, Gellis lembrou outras consequências traumáticas que impactam o cotidiano dos indivíduos na pandemia. Por exemplo, as perdas afetivas. Ele explica que falta de amparo e ausência de suporte são alguns elementos que favorecem o trauma. Na opiniao do docente, "a experiência do luto é um remédio para o trauma".

Ações da Universidade na pandemia – Os docentes Mariele e Gellis estão envolvidos em projetos de extensão que visam dar suporte emocional para a elaboração desse período de perdas.

A docente do câmpus de Assis supervisiona e oferece orientação para membros do projeto que acolhe enlutados por perdas pela covid-19. O trabalho, que atende pessoas de todo o país, consiste em reuniões semanais em ambiente virtual, com quatro grupos de quinze a vinte pessoas com até 1h30 de duração. A cartilha E os que ficam? é ofertada também para essas pessoas. “Nossa produção de conhecimento deve estar voltada para a população,” destaca Mariele.

Gellis participa de um projeto institucional, interunidade, iniciado em abril de 2020, que conta com a participação dos Centros de Pesquisa e Psicologia Aplicada dos câmpus de Assis e de Bauru.  O projeto consiste em atender a comunidade da unesp para permitir a elaboração da experiência na pandemia.

Os grupos são formados por categorias de alunos, calouros, docentes, funcionários. “O distanciamento social impôs perda de referências,” fala Gellis. “Os calouros não conhecem seus locais de estudos e não podem fazer a integração com a comunidade.” Para o docente, a Universidade criou uma resposta para o impacto da pandemia.

Acesse a Cartilha E os que Ficam?

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