Veículos interceptados em Itatinga seriam vendidos criminosamente na Colômbia

A equipe do (TOR) Tático Ostensivo Rodoviário evitou que dois veículos alugados irregularmente fossem repassados de maneira criminosa, na fronteira do Brasil com a Colômbia. A abordagem dos policiais ocorreu na madrugada desta quinta-feira, dia 03, na praça de pedágio de Itatinga, na Rodovia Castelo Branco.   Os policiais desconfiaram das informações desencontradas dadas pelos motoristas dos dois veículos, que segundo as autoridades perceberam algo errado quando perceberam que os veículos estavam trafegando como se fosse um comboio. O primeiro motorista dirigia um GM/Tracker, e disse que alugou o carro e que pretendia ir até a cidade de Corumbá-MS para passar o final de semana prolongado. Ele também adiantou que o condutor do outro veículo, um MBenz/C180, era amigo e iria com ele para a mesma cidade. Sobre o contrato de locação do automóvel o condutor apresentou uma foto do contrato, armazenada no aplicativo de conversas WhatsApp, porém o nome que constava no documento não batia com o

Ausência de rituais dificulta luto pela perda na Covid-19

Ausência de rituais dificulta luto pela perda na Covid-19

Ausência de rituais dificulta luto pela perda na Covid-19 com a perda de um ente querido é sempre sofrida e dolorosa. Mas quando se trata de uma morte pela covid-19, essa experiência se complica.

Esse tema foi exposto pela psicóloga Mariele Rodrigues Correa, da Faculdade de Ciências e Letras (FCL) da Unesp, câmpus de Assis, e pelo psicanalista André Gellis, da Faculdade de Ciências (FC), também da Unesp, em Bauru, em debate on-line promovido pelo Centro de Documentação e Memória (CEDEM), neste dia 5 de maio.

Mariele integra uma equipe de professores e alunos da FCL que elaborou a cartilha E os que ficam?, que informa sobre como lidar com um luto delicado como é o da covid-19. “Os rituais compõem atividades esperadas de nossa sociedade, independentemente de como a pessoa parte. É necessário que o fim seja concretamente posto, com práticas tais como velório, sepultamento, presença de familiares e conhecidos, a fim de que a visualização e a confirmação desse corpo falecido sejam permitidas. Isso contribui para uma maior aceitação da perda e para o processo de enlutamento”.

Ainda segundo a cartilha, “Com a pandemia, nada disso está sendo possível. As reações conhecidas do processo de luto permaneceram - negação, raiva, barganha, depressão e aceitação - mas com novas nuances, dolorosas e semeadas em um campo consumado pela não-despedida, pela impossibilidade do último adeus, do último abraço, de um final justo e honrado. Esta realidade propicia experiências de sofrimento para as pessoas atingidas por um tempo ainda mais indeterminado, fazendo com que o lidar com essas dores se torne, na grande maioria das vezes, quase que insuportável”.

O material alerta para a sobreposição do luto em decorrências das perdas coletivas: de liberdade de circular livremente, impossibilidade de reunião, mudanças e adaptações e/ou perda de trabalho, a insegurança financeira, entre outras.

No debate, Gellis lembrou outras consequências traumáticas que impactam o cotidiano dos indivíduos na pandemia. Por exemplo, as perdas afetivas. Ele explica que falta de amparo e ausência de suporte são alguns elementos que favorecem o trauma. Na opiniao do docente, "a experiência do luto é um remédio para o trauma".

Ações da Universidade na pandemia – Os docentes Mariele e Gellis estão envolvidos em projetos de extensão que visam dar suporte emocional para a elaboração desse período de perdas.

A docente do câmpus de Assis supervisiona e oferece orientação para membros do projeto que acolhe enlutados por perdas pela covid-19. O trabalho, que atende pessoas de todo o país, consiste em reuniões semanais em ambiente virtual, com quatro grupos de quinze a vinte pessoas com até 1h30 de duração. A cartilha E os que ficam? é ofertada também para essas pessoas. “Nossa produção de conhecimento deve estar voltada para a população,” destaca Mariele.

Gellis participa de um projeto institucional, interunidade, iniciado em abril de 2020, que conta com a participação dos Centros de Pesquisa e Psicologia Aplicada dos câmpus de Assis e de Bauru.  O projeto consiste em atender a comunidade da unesp para permitir a elaboração da experiência na pandemia.

Os grupos são formados por categorias de alunos, calouros, docentes, funcionários. “O distanciamento social impôs perda de referências,” fala Gellis. “Os calouros não conhecem seus locais de estudos e não podem fazer a integração com a comunidade.” Para o docente, a Universidade criou uma resposta para o impacto da pandemia.

Acesse a Cartilha E os que Ficam?

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