Mulheres indígenas chegam na reta final da caminhada de 2.000 km pela Argentina

Mulheres indígenas chegam na reta final da caminhada de 2.000 km pela Argentina, isso é importante pois grupos de mulheres indígenas do país empreendem uma caminhada desde o dia 14 de março em direção à cidade de Buenos Aires. Elas chegarão no dia 22 de maio na capital federal, dia da plurinacionalidade dos territórios. Para o bloco sul, a caminhada total será de cerca de 1.900km, e, para o bloco norte, 1.200km, segundo estimativas recentes das ativistas. Também partiram grupos do leste e oeste do país, reunindo mulheres de diferentes nações indígenas. "Caminhamos para propor que o terricídio seja considerado um crime de lesa humanidade e lesa natureza", afirmam, em comunicado. "Sabemos que não é o melhor momento para sair dos territórios. No entanto, se ficamos em casa, continuam nos matando." O conceito de terricídio foi criado pelo movimento de mulheres indígenas para englobar as diversas formas de assassinato das formas de vida. Trata-se de feminicídio, ecocídio

Site prevê quando uma pessoa será vacinada de acordo com região do país e idade



Os voluntários do grupo Coronavírus Brasil criaram uma plataforma online, “Quando vou ser vacinado?”, na qual é possível estimar quando uma pessoa será imunizada contra a covid-19, de acordo com a idade e a região do Brasil.

De acordo com a aferição da iniciativa feita em 10 de abril, por exemplo, um brasileiro de 18 anos que mora no Acre deve receber a primeira dose em seis meses e meio. Já no Rio Grande do Sul, em quase quatro meses. Em São Paulo, 11 meses.

Segundo Renan Altendorf, desenvolvedor de sites e um dos voluntários do grupo, a ideia não é frustrar ninguém diante do ritmo lento de imunização no país. Ao contrário: “a ideia é ter alguma visão futura, por mais que a gente ainda não consiga visualizar. Acho que quando alguém tem uma previsão de seis meses ou de dois anos não é tão irreal”, afirma Altendorf.

Se o Brasil seguir o atual ritmo de vacinação, Luiz Gustavo de Almeida, membro do Instituto Questão de Ciência e microbiologista da Universidade de São Paulo (USP), em entrevista à CNN Brasil, afirmou que a imunização da quantidade necessária de pessoas para frear a pandemia pode demorar até cinco anos.

Para Altendorf, “tem um pouco de protesto contra essa situação de lentidão. A gente vê que as doses não estão chegando junto com os cronogramas. O governo ofereceu gastar tudo com a primeira dose. Mas como não consegue ter esse cronograma fixo, as doses flutuam toda semana, e os estados por segurança acabam segurando”.

Por não ter um cronograma fixo de distribuição e aplicação das doses, o grupo utiliza a média de doses aplicadas dos últimos sete dias, uma vez que este é o período que leva para o Ministério da Saúde enviar os imunizantes a todos os municípios do país. “Mês passado, o Ministério da Saúde ficou devendo entregar 15 milhões de doses prometidas. Nesse  mês, a promessa no cronograma é de 44 milhões, mas está em 27 milhões. Então a gente não consegue fazer previsões com dados futuros das vacinas que vão vir”, afirma Altendorf.

Também pela falta do cumprimento dos prazos por parte do governo federal, todas as informações são atualizadas diariamente. Logo, se hoje para um jovem de 18 anos que mora no Acre faltam seis meses e meio para receber a primeira dose, amanhã o tempo pode mudar devido ao atraso de insumos, por exemplo. Fato que ilustra bem essa situação é a suspensão da produção da vacina CoronaVac há pelo menos 10 dias, desenvolvida em parceria com o laboratório chinês Sinovac, devido à falta do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA). A situação deve se normalizar após o dia 20, quando está prevista a chegada de um carregamento com insumo.

O grupo Coronavírus Brasil vem noticiando a pandemia mesmo antes desta chegar no Brasil. “Quando começou a pandemia no Brasil, o Ministério da Saúde não tinha nenhum tipo de informação ou lugar onde a gente conseguisse buscar informação de casos, mortes… Estava tudo muito descentralizado.”

Com o passar do tempo, o grupo foi investindo em tecnologia e hoje já utiliza robôs para fazer a coleta dos dados, sempre verificada por uma equipe antes de ser publicada. “Dessa forma a gente tem um banco de dados enorme, seja de vacinação, de dados de covid, e que é aberto ao público”, afirma o desenvolvedor.

Caroline Oliveira - Agência Brasil de Fato 

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