Traficantes são presos no Santa Elisa no portão da boca de fumo

Uma dupla de traficantes foi presa na noite de ontem, no portão da boca de fumo do Santa Elisa, com maconha, crack, cocaína e dinheiro. A captura dos marginais foi feita por Policiais da Força Tática da Polícia Militar, que avistaram os dois suspeitos ao longe e perceberam que um deles ao avistar a viatura correu para o fundo do imóvel. Enquanto um dos policiais abordava um dos indivíduos no portão, o outro agente da lei conseguiu identificar que o segundo suspeito jogou uma sacola no próprio quintal. Ao verificar o que havia na sacola, os policiais não ficaram surpresos ao constatar que trata-se de 66 porções de crack prontas para a venda. Na busca pessoal os agentes encontraram com um dos traficantes mais 5 porções de crack, 3 porções de maconha, uma porção de cocaína, além de R$ 222 em dinheiro.  A dupla recebeu voz de prisão e foram conduzidos ao Plantão Policial onde foi confeccionado um Boletim de Ocorrência (B.O)  como tráfico de drogas. A dupla agora está presa à disposição

Site prevê quando uma pessoa será vacinada de acordo com região do país e idade



Os voluntários do grupo Coronavírus Brasil criaram uma plataforma online, “Quando vou ser vacinado?”, na qual é possível estimar quando uma pessoa será imunizada contra a covid-19, de acordo com a idade e a região do Brasil.

De acordo com a aferição da iniciativa feita em 10 de abril, por exemplo, um brasileiro de 18 anos que mora no Acre deve receber a primeira dose em seis meses e meio. Já no Rio Grande do Sul, em quase quatro meses. Em São Paulo, 11 meses.

Segundo Renan Altendorf, desenvolvedor de sites e um dos voluntários do grupo, a ideia não é frustrar ninguém diante do ritmo lento de imunização no país. Ao contrário: “a ideia é ter alguma visão futura, por mais que a gente ainda não consiga visualizar. Acho que quando alguém tem uma previsão de seis meses ou de dois anos não é tão irreal”, afirma Altendorf.

Se o Brasil seguir o atual ritmo de vacinação, Luiz Gustavo de Almeida, membro do Instituto Questão de Ciência e microbiologista da Universidade de São Paulo (USP), em entrevista à CNN Brasil, afirmou que a imunização da quantidade necessária de pessoas para frear a pandemia pode demorar até cinco anos.

Para Altendorf, “tem um pouco de protesto contra essa situação de lentidão. A gente vê que as doses não estão chegando junto com os cronogramas. O governo ofereceu gastar tudo com a primeira dose. Mas como não consegue ter esse cronograma fixo, as doses flutuam toda semana, e os estados por segurança acabam segurando”.

Por não ter um cronograma fixo de distribuição e aplicação das doses, o grupo utiliza a média de doses aplicadas dos últimos sete dias, uma vez que este é o período que leva para o Ministério da Saúde enviar os imunizantes a todos os municípios do país. “Mês passado, o Ministério da Saúde ficou devendo entregar 15 milhões de doses prometidas. Nesse  mês, a promessa no cronograma é de 44 milhões, mas está em 27 milhões. Então a gente não consegue fazer previsões com dados futuros das vacinas que vão vir”, afirma Altendorf.

Também pela falta do cumprimento dos prazos por parte do governo federal, todas as informações são atualizadas diariamente. Logo, se hoje para um jovem de 18 anos que mora no Acre faltam seis meses e meio para receber a primeira dose, amanhã o tempo pode mudar devido ao atraso de insumos, por exemplo. Fato que ilustra bem essa situação é a suspensão da produção da vacina CoronaVac há pelo menos 10 dias, desenvolvida em parceria com o laboratório chinês Sinovac, devido à falta do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA). A situação deve se normalizar após o dia 20, quando está prevista a chegada de um carregamento com insumo.

O grupo Coronavírus Brasil vem noticiando a pandemia mesmo antes desta chegar no Brasil. “Quando começou a pandemia no Brasil, o Ministério da Saúde não tinha nenhum tipo de informação ou lugar onde a gente conseguisse buscar informação de casos, mortes… Estava tudo muito descentralizado.”

Com o passar do tempo, o grupo foi investindo em tecnologia e hoje já utiliza robôs para fazer a coleta dos dados, sempre verificada por uma equipe antes de ser publicada. “Dessa forma a gente tem um banco de dados enorme, seja de vacinação, de dados de covid, e que é aberto ao público”, afirma o desenvolvedor.

Caroline Oliveira - Agência Brasil de Fato 

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