Mulheres indígenas chegam na reta final da caminhada de 2.000 km pela Argentina

Mulheres indígenas chegam na reta final da caminhada de 2.000 km pela Argentina, isso é importante pois grupos de mulheres indígenas do país empreendem uma caminhada desde o dia 14 de março em direção à cidade de Buenos Aires. Elas chegarão no dia 22 de maio na capital federal, dia da plurinacionalidade dos territórios. Para o bloco sul, a caminhada total será de cerca de 1.900km, e, para o bloco norte, 1.200km, segundo estimativas recentes das ativistas. Também partiram grupos do leste e oeste do país, reunindo mulheres de diferentes nações indígenas. "Caminhamos para propor que o terricídio seja considerado um crime de lesa humanidade e lesa natureza", afirmam, em comunicado. "Sabemos que não é o melhor momento para sair dos territórios. No entanto, se ficamos em casa, continuam nos matando." O conceito de terricídio foi criado pelo movimento de mulheres indígenas para englobar as diversas formas de assassinato das formas de vida. Trata-se de feminicídio, ecocídio

Serras do Brigadeiro, da Moeda e Rola Moça (MG) no rol de área protegidas?


 

Tramita na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acrescenta as serras do Brigadeiro, da Moeda e do Rola Moça ao rol de áreas protegidas pela Constituição mineira.

A PEC 63/2020, elaborada pela deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT), visa proibir a construção, instalação, ampliação e o funcionamento de qualquer atividade ou empreendimento que utilizem recursos ambientais no entorno dessas unidades de conservação.

Todas as serras citadas na PEC sofrem com ameaças constantes de mineradoras.

“Nosso mandato tem o compromisso com a população que sofre com esse modelo predatório. Quando, recentemente, a Serra da Moeda foi alvo de tentativas de expansão da mineração, buscamos construir uma alternativa legislativa que a protegesse mais. A Constituição já protege outras serras e picos”, comenta a deputada.

O artigo 84 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição do Estado, que pode ser alterado caso a PEC seja aprovada, já lista como monumentos naturais os picos do Itabirito ou de Itabira, do Ibituruna e do Itambé, além das serras do Caraça, da Piedade, de Ibitipoca, do Cabral e a serra de São Domingos.

A legislação mineira inclui a bacia hidrográfica do Rio Jequitinhonha e os complexos hidrotermais e hoteleiros do Barreiro de Araxá e de Poços de Caldas. O Lago de Furnas e o Lago de Peixoto, localizados na Bacia do Rio Grande, também são considerados monumentos naturais.

Ameaça minerária é recorrente


A Serra do Brigadeiro, localizada na Zona da Mata mineira, possui uma das maiores jazidas brasileiras de bauxita, possuindo mineradoras que atuam na região há mais de 60 anos. A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), por exemplo, chegou a ter 27 novos requerimentos de lavra próximos ao Parque Estadual da Serra do Brigadeiro. Na época, uma mobilização dos moradores inviabilizou 10 deles.

No caso da Serra da Moeda, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), um projeto de lei do deputado Antonio Carlos Arantes (PSDB), que acabou sendo arquivado, tinha a intenção de reduzir a área protegida para expandir as atividades da mineradora Gerdau, que chegou a operar na região sem autorização dos órgãos ambientais.

A Serra da Moeda abriga reservas subterrâneas de água que alimentam a bacia do Rio das Velhas, fundamental para o abastecimento da população das cidades da RMBH.A Serra do Rola Moça, também localizada na RMBH, abrange os municípios de Belo Horizonte, Brumadinho, Ibirité e Nova Lima e é fundamental no abastecimento hídrico da população. São seis mananciais ameaçados pela mineração.

Há mais de um ano, a empresa Mineração Geral do Brasil (MGB) faz lobby na Assembleia Legislativa de Minas Gerais para emplacar um projeto que autoriza a extração de minério na região. No ano passado, moradores de Brumadinho realizaram uma manifestação contra a instalação da mineradora.

Próximos passos


A PEC 63, que visa proteger as serras, contou com 28 assinaturas de deputados estaduais e será votada na Comissão de Constituição e Justiça. Em seguida, será analisada em Comissão Especial designada para o tema. Após as duas comissões, a proposta será votada em dois turnos no plenário.

Agência Brasil de Fato

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