Mulheres indígenas chegam na reta final da caminhada de 2.000 km pela Argentina

Mulheres indígenas chegam na reta final da caminhada de 2.000 km pela Argentina, isso é importante pois grupos de mulheres indígenas do país empreendem uma caminhada desde o dia 14 de março em direção à cidade de Buenos Aires. Elas chegarão no dia 22 de maio na capital federal, dia da plurinacionalidade dos territórios. Para o bloco sul, a caminhada total será de cerca de 1.900km, e, para o bloco norte, 1.200km, segundo estimativas recentes das ativistas. Também partiram grupos do leste e oeste do país, reunindo mulheres de diferentes nações indígenas. "Caminhamos para propor que o terricídio seja considerado um crime de lesa humanidade e lesa natureza", afirmam, em comunicado. "Sabemos que não é o melhor momento para sair dos territórios. No entanto, se ficamos em casa, continuam nos matando." O conceito de terricídio foi criado pelo movimento de mulheres indígenas para englobar as diversas formas de assassinato das formas de vida. Trata-se de feminicídio, ecocídio

Atividades sobre gênero e raça recebem destaque internacional


 Atividades sobre gênero e raça desenvolvidas pelo Grupo de Pesquisa Gênero e Raça, do câmpus da Unesp em São José do Rio Preto, foram incluídas em uma publicação internacional que reuniu práticas e experiências de todo o mundo relacionadas com o Objetivo do Desenvolvimento Sustentável número 5, que aborda a igualdade de gênero.

A publicação foi organizada pela Associação Internacional de Universidades (IAU) e pela Universidade de Bolonha, na Itália, e é parte de uma série que vem abordando ações universitárias pelo mundo em cada uma das ODS, com o intuito de construir sinergias e aumentar a capacidade de ação dessas instituições. Além da Unesp, no Brasil, figuram na publicação da IAU universidades do Canadá, Índia, Espanha, Alemanha, Bangladesh, Uganda e Colômbia.

Líderado pela professora Claudia Maria Ceneviva Nigro, o Grupo de Pesquisa Gênero e Raça é formado atualmente 12 pesquisadores de diferentes instituições do Brasil e oito estudantes, além de dois professores colaboradores da Grand Valley State University (EUA) e da University of East Anglia (Reino Unido).

Motivação para as atividades sobre gênero e raça 

A docente explica que pesquisa raça desde os anos 80, em seu primeiro projeto de iniciação científica, quando ainda era aluna de graduação em Letras na Unesp. As questões de gênero, entretanto, foram incorporadas aos temas de sua pesquisa na docência, motivada pela observação da realidade vivida por parte de seus alunos. “Certo dia um aluno gay apareceu todo roxo na minha aula, pois tinha apanhado na rua da frente da Universidade. Aquilo me quebrou. Pensar que algumas pessoas não são consideradas pessoas me fez associar minhas pesquisas na área de literatura a essas temáticas”, explica.

Cláudia Nigro é docente no Departamento de Letras Modernas da Unesp, no câmpus de São José do Rio Preto, e entre as ações destacadas pela associação internacional de universidades está a criação de uma disciplina optativa sobre as relações entre literatura, gênero e raça, ministrada por membros do grupo de pesquisa.

Ainda em relação ao ensino, foi destacado também a realização de um ciclo de palestras sobre as relações estabelecidas entre raça/etnia, gênero, sexualidades e seus impactos e implicações sobre vidas negras, além de um ciclo de cinedebates (filmes seguidos de debates) quinzenais. As palestras tiveram o apoio do Núcleo Negro Unesp de Pesquisa e Extensão (NUPE) do câmpus de São José do Rio Preto, que segue como parceiro do grupo em outras atividades.

As iniciativas destacadas na publicação internacional também incluíram ações de extensão universitária, em espacial aquelas realizados em escolas públicas. Na Escola Estadual Cardeal Lema, no município de São José do Rio Preto, um encontro debateu a formação sobre a cultura afro-brasileira para os estudantes do ensino médio e professores. Já na cidade de Nova Andradina, no Mato Grosso do Sul, foi oferecido um curso de formação continuada a professores sobre o atendimento às Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e sobre o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira.

Comentários