Polo Cuesta ampliará interesses em comum dos municípios

Consórcio Polo Cuesta, antes apenas dedicado ao Turismo, passará a ser multifinalitário e com foco ainda maior no desenvolvimento regional essa decisão foi tomada em assembleia realizada nesta sexta-feira (15), no auditório Cyro Pires da Prefeitura de Botucatu, quando membros aprovaram a mudança de finalidade do consórcio. Até então, o consórcio era unifinalitário, ou seja, atendia exclusivamente a um único interesse: no caso, o turístico. Com a mudança para consórcio multifinalitário, todos os municípios envolvidos poderão atuar juntos em diferentes áreas de interesse comum. “Acreditamos que essa mudança irá atender melhor aos interesses das cidades, ajudando as administrações municipais a tratarem de forma mais efetiva os desafios em comum de todos. Seja no meio ambiente, na saúde, na infraestrutura e outras áreas, nas quais serão criadas câmaras técnicas. Isso não quer dizer que o turismo será deixado de lado. Pelo contrário. Pensar o desenvolvimento regional fortalecerá ainda mais

Tocantins destaca artesanato indígena como fonte de renda e preservação cultural



Tocantins destaca o artesanato indígena como fonte de renda e preservação cultural e ressalta o uso sustentável dos recursos de cada região habitada pelos povos indígenas tocantinenses, como fibras e sementes (tiririca, saboneteira, cabeça de formiga, boca de cobra, japecanga, entre outras).

A arte indígena das tribos de Tocantins adicionou materiais sintéticos, como miçangas, dá vida a uma infinidade de peças artesanais, de cestos, bolsas, tipitis e esteiras de uso rotineiro a maracás  feitas de cabaça e cuité para animar as festas e rituais, passando por adornos de cabeça, saias, colares com tramas ricamente elaboradas, além de uma infinidade de objetos e bonecas produzidas com madeira e cerâmica.

Devido à sua riqueza de cores, formas e usos, o artesanato é uma das mais conhecidas expressões da cultura tradicional, e há muito deixou os limites das terras indígenas para conquistar espaço de casas, empresas e corpos de não indígenas, tornando-se uma das fontes de renda das comunidades. Os conhecimentos recebidos pelos antepassados são transferidos para as gerações seguintes através da oralidade, da observação e da repetição.

“Os produtos indígenas estão sempre presentes nas feiras nacionais e internacionais de artesanato com participação tocantinense”, ressalta o presidente da Agência do Desenvolvimento do Turismo, Cultura e Economia Criativa (Adetuc), Jairo Mariano, ao explicar que o estímulo às atividades de fortalecimento da tradição e da geração de renda entre as comunidades indígenas é uma das preocupações da gestão Mauro Carlesse. “Temos buscado parcerias para ampliar a visibilidade e comercialização do artesanato, e a produção dos nossos povos está inserida neste planejamento”, completa.

BonecasRitxòkò


A produção artesanal dos povos tocantinenses carrega consigo referências sobre o modo de vida e as tradições de cada etnia. As mais famosas, porém, são as bonecas Ritxòkò, declaradas patrimônio cultural do Brasil em 2012. O artesanato, feito de cerâmica, é produzido pelas mulheres Karajá da Ilha do Bananal e tem um valor cosmológico, sendo fundamental para transmitir a cultura do povo para as crianças. É através da brincadeira com as bonecas que as meninas aprendem sobre o modo de vida Karajá, entram em contato os valores, as histórias e os mitos da sua aldeia e do seu povo.

A artesã Maxué Karajá ressalta que as peças são produzidas de acordo com a tradição de cada aldeia, não se restringindo ao uso do barro, mas também de madeira e outras matérias-primas.

A confecção das Ritxòkò é uma atividade exclusiva das mulheres e envolve técnicas e modos de fazer considerados tradicionais e transmitidos de geração em geração. A pintura e a decoração das cerâmicas estão associadas, respectivamente, à pintura corporal dos Karajá e às peças de vestuário e adorno consideradas tradicionais.

Fonte: Secom Tocantins

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