Mulheres indígenas chegam na reta final da caminhada de 2.000 km pela Argentina

Mulheres indígenas chegam na reta final da caminhada de 2.000 km pela Argentina, isso é importante pois grupos de mulheres indígenas do país empreendem uma caminhada desde o dia 14 de março em direção à cidade de Buenos Aires. Elas chegarão no dia 22 de maio na capital federal, dia da plurinacionalidade dos territórios. Para o bloco sul, a caminhada total será de cerca de 1.900km, e, para o bloco norte, 1.200km, segundo estimativas recentes das ativistas. Também partiram grupos do leste e oeste do país, reunindo mulheres de diferentes nações indígenas. "Caminhamos para propor que o terricídio seja considerado um crime de lesa humanidade e lesa natureza", afirmam, em comunicado. "Sabemos que não é o melhor momento para sair dos territórios. No entanto, se ficamos em casa, continuam nos matando." O conceito de terricídio foi criado pelo movimento de mulheres indígenas para englobar as diversas formas de assassinato das formas de vida. Trata-se de feminicídio, ecocídio

Conheça o impressionante passado da Bruxa do 71, a atriz Angelines Fernández


No dia 25 de março de 1994, a atriz Angelines Fernández, faleceu, de câncer de pulmão (ocasionado pelo fumo excessivo). A artista ficou mundialmente conhecida pelo personagem Dona Clotildes, ou Bruxa do 71, do seriado “El Chavo del Ocho” da rede mexicana de televisão, Televisa , que durante anos foi transmitido no Brasil pelo SBT com o nome “Chaves”.

Poucos conhecem a verdadeira história de Angelines Fernández, atriz que nasceu em Madrid, no dia 9 de julho de 1922 e que foi considerada uma das mais bonitas e desejadas mulheres do México, na década de 1950.

No começo da Segunda Guerra Mundial Angeline muda-se para Cuba e posteriormente, em 1947 para o México, onde inicia a carreira atuando em teleteatros e radionovelas. 

A chegada ao México ocorre após uma temporada teatral em Cuba. No novo país ela passa a trabalhar em filmes de Mario Moreno , Cantiflas e Arturo de Córdova, dividindo os papéis em gêneros variados que iam do terror, dramas e comédias. Foi uma das percussoras do cinema mexicano.

A melhor amiga de Angeline no México foi a também atriz María Antonieta de las Nieves, que interpretava a personagem Chiquinha, também no seriado “Chaves”.

O convite para integrar o elenco do seriado partiu de Roberto Gómez Bolaños, também conhecido como Chespirito (autor do seriado e intérprete do personagem principal), no início dos anos 70. 

Ramón Valdez (ator que interpretava o Seu Madruga) foi fundamental para que Algeline integrasse o elenco do seriado. Foi ele que perguntou a Chespirito se ele não teria nenhum papel para a amiga. O pedido foi acatado e surgia então a personagem Dona Clotildes.

Angelines foi a terceira do elenco do Chaves a morrer, depois de Ramón Valdez, que interpretava o personagem Seu Madruga e Raúl Padilla, que interpretava o personagem Jaiminho, o carteiro.

A atriz manteve seu papel no seriado até o ano de sua morte. Quando começou a interpretar a Dona Clotildes, Angeline se sentia incomodada ao ser chamada de bruxa pelas crianças que a encontrava nas ruas. Com o passar dos anos aprendeu a conviver com o apelido e distribuía sorrisos e autógrafos.

Angeline foi sepultada no “Mausoleos Del Ángel”, seu túmulo é bastante visitado até hoje. 

Sua presença no cinema pode ser conferida nos seguintes filmes: “Misterios de la magia negra”, “Mi niño, mi caballo y yo”, “El esqueleto de la señora Morales”, “El Padrecito”, “Estrategia matrimonial”, “Despedida de casada”, “Corona de lágrimas”, “Oye Salomé!”, “El Chanfle”, “El Chanfle 2”, “Charrito” e “Bella entre las flores”.

Dona Clotildes – A personagem que imortalizou a atriz é apaixonada por Seu Madruga e sempre tenta conquistá-lo, preparando várias comidas gostosas, de sobremesas a frangos assados.

As comidas costumam ser visadas e roubadas pelas crianças da vila. As mesmas costumam fazer piadas e demonstrar medo dela devido à sua aparência envelhecida e sua peruca azul (assim como seu longo vestido), fazendo com que ficasse conhecida como "Bruxa do 71", devido ao fato de morar na residência de número 71, próxima à de Dona Florinda.

Clotilde, em certo ponto da história, possuiu um pequeno cachorro chamado "Satanás", que ficava escondido em sua casa devido a uma proibição apoiada ferrenhamente por Dona Florinda, que abominava animais e crianças pequenas na vila, chegando a pregar cartazes explicitando as proibições, consideradas ridículas por Dona Clotilde, que, mesmo com uma situação financeira tão boa quanto a de Florinda, não se considerava superior aos outros, como a vizinha.

A casa de Dona Clotilde nunca foi realmente mostrada. Em um episodio,as crianças da vila imaginam a casa como um castelo assustador.

O personagem responde por bordões como: "Como disse?", "Quem é bruxa?" e "É melhor não dizer nada. 

No Brasil, a dublagem era feita por Helena Samara, que faleceu em 2007.

Ganhou muitas medalhas da ANDA (sociación Nacional de Actores) por sua trajetória artística. 

Vídeo inédito o casamento da bruxa com seu madruga


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Por Renato Fernandes Jornalista com ampla experiência, antes de ingressar na redação do Segue Rumo passou por importantes meios de comunicação da cidade onde reside (Botucatu), como Diário da Serra (20 anos), folha Serrana, Folha Regional, Revista O Lojista, blog O Grito Notícias, Solutudo. Experiente no jornalismo web e formado em Análise em Mídias Digitais e ampla experiência em SEO atuando ainda na redação, edição, revisão de textos, e produção de conteúdo para o Youtube


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