“Tia! Lê o bilhete” é a frase que gerou a maior emoção em uma professora com 10 anos de experiência



A professora Taciana Ferreira Martins, ficou impressionada e diz ter sentido a maior emoção de sua vida profissional com um bilhete da aluna, Anita Kauara Alvarenga, de 9 anos.

De acordo com e educadora, anualmente, no período da Páscoa, a Escola Estadual Dona Leonina Nunes Maciel, em Cruzília, Sul de minas Gerais, promove uma campanha para distribuir ovos de páscoa aos alunos, e pede uma pequena contribuição voluntária aos pais que podem pagar.

“Ela me entregou o dinheiro embrulhado em um bilhete e pediu: ‘Tia! Lê o bilhete’, abri e , levei um susto não estamos acostumados com esses atos vemos tantas notícias ruins no mundo e fiquei espantada. Chamei ela, e disse que aquilo havia me emocionado bastante”, comenta.

O bilhete trazia a seguinte mensagem: “Tia 3 Reais são meu e os outros 3 e para alguma criança que não tiver dinheiro para pagar (sic)”. “Aquilo me deixou realmente muito comovida, liguei para a família da aluna parabenizando os pais pela educação que estavam garantindo à filha. Em seguida postei a história em meu Facebook”, comenta Taciana.

Conversando com a família de Anita, a educadora tomou conhecimento que a menina havia pedido um dinheiro extra para a mãe e explicado a razão.

“Ela pediu um pouco mais para os pais e disse que teria vergonha de falar a respeito comigo, na frente de todos os alunos e a mãe sugeriu: ‘escreva um bilhete então’”.

No dia seguinte, ao acessar a rede social ela ficou impressionada com a quantidade de compartilhamentos. Para se ter uma ideia, hoje a publicação já soma 18 mil  comentários e  96 mil compartilhamentos. “Nunca imaginaria que teria tanta repercussão. Mas fiquei feliz, é um ato do bem que pode servir de exemplo, e  é disso que o mundo está precisando”, ressalta.


A turma de Anita é pequena, são apenas 21 alunos e segundo a educadora, o nível de renda dos estudantes é bastante variado. Entre os amigos de sala Anita se destaca pelo capricho e inteligência, porém bastante tímida.

“Depois disso conversei com professoras de anos anteriores e eles me disseram que ela é assim mesmo, sempre solidária e pronta para ajudar os amigos e a professora”, comenta.

Texto - Renato Fernandes - In Loco conteúdo

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