Mulheres indígenas chegam na reta final da caminhada de 2.000 km pela Argentina

Mulheres indígenas chegam na reta final da caminhada de 2.000 km pela Argentina, isso é importante pois grupos de mulheres indígenas do país empreendem uma caminhada desde o dia 14 de março em direção à cidade de Buenos Aires. Elas chegarão no dia 22 de maio na capital federal, dia da plurinacionalidade dos territórios. Para o bloco sul, a caminhada total será de cerca de 1.900km, e, para o bloco norte, 1.200km, segundo estimativas recentes das ativistas. Também partiram grupos do leste e oeste do país, reunindo mulheres de diferentes nações indígenas. "Caminhamos para propor que o terricídio seja considerado um crime de lesa humanidade e lesa natureza", afirmam, em comunicado. "Sabemos que não é o melhor momento para sair dos territórios. No entanto, se ficamos em casa, continuam nos matando." O conceito de terricídio foi criado pelo movimento de mulheres indígenas para englobar as diversas formas de assassinato das formas de vida. Trata-se de feminicídio, ecocídio

O necessário é pouco

Não se iluda o necessário sempre será pouco, almejamos o extraordinário, mesmo que nosso consciente afirme o contrário.
Contentamento é o que nos aproxima do fim, extermina sonhos e nos coloca na condição passiva de observadores do que nos rodeia.

Isso não significa que o simples não seja o extraordinário, afinal de contas esse termo é um tanto quanto relativo.

Viajei o brasil apenas com o que me era relativamente necessário em minha juventude, uma bolsa, um mapa e muito artesanato para vender ou simplesmente trocar pelas minhas necessidades diárias.

Conheci pessoas que tinham como necessário um carro, uma boa casa, uma bela conexão com a internet e muitas mulheres; outros estavam satisfeitos apenas pela presença de seu cão de estimação. Ambos tinham, relativamente e basicamente, as mesmas dificuldade em manter suas necessidade.



Cada ponto de vista deve ser analisado de um ponto e a conclusão que eu tive é que as necessidade te privam da liberdade real. O apego à realidade e ao que temos como valor necessário para a subexistência é o que nos move pelo mundo, mantêm as engrenagens sociais em funcionamento. Mas a busca pelo extraordinário é o que nos torna maiores, nos transforma em sonhadores.

O importante não são nossas necessidades, mas sim o por que se fazem importantes: Ego, posição, social, dinheiro, liberdade, prestígio, ou  simplesmente um saco de ração e uma marmita, cada um tem o que o motiva. Podemos fazer uma listagem enorme daquilo que nos faz seguir em frente.

Me atrevo a dizer que o necessário é sonhar. Manter acesso o descontentamento, é isso que nos faz seguir em frente. Considerar o necessário como algo material é minimizar a importância de nossos objetivos, reduzir nossas metas apenas ao palpável e fácil.

Não, eu não quero apenas o necessário, pretendo conquistar o extraordinário, voar pelas estrelas, abraçar o sol, pegar carona em um cometa, andar descalço no chão de terra, mergulhar em águas profundas para conhecer criaturas abissais, circular entre leões e brincar com golfinhos.

Meu necessário não é palpável materialmente, mas é o que alimenta meus sonhos e que me impulsiona rumo ao extraordinário.....

Renato Fernandes




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