Mulheres indígenas chegam na reta final da caminhada de 2.000 km pela Argentina

Mulheres indígenas chegam na reta final da caminhada de 2.000 km pela Argentina, isso é importante pois grupos de mulheres indígenas do país empreendem uma caminhada desde o dia 14 de março em direção à cidade de Buenos Aires. Elas chegarão no dia 22 de maio na capital federal, dia da plurinacionalidade dos territórios. Para o bloco sul, a caminhada total será de cerca de 1.900km, e, para o bloco norte, 1.200km, segundo estimativas recentes das ativistas. Também partiram grupos do leste e oeste do país, reunindo mulheres de diferentes nações indígenas. "Caminhamos para propor que o terricídio seja considerado um crime de lesa humanidade e lesa natureza", afirmam, em comunicado. "Sabemos que não é o melhor momento para sair dos territórios. No entanto, se ficamos em casa, continuam nos matando." O conceito de terricídio foi criado pelo movimento de mulheres indígenas para englobar as diversas formas de assassinato das formas de vida. Trata-se de feminicídio, ecocídio

Odeio os EUA, mas antes deixa eu beber uma Coca Cola

Vejo as pessoas falarem da América do norte e dos Estados Unidos como um câncer, uma doença a ser combatida, e por muitos anos eu estive também nessa trincheira; Mas pare para pensar, com sinceridade, poucas e raras pessoas podem dizer que  não são influenciadas diretamente pela Cultura Americana.

Será que nunca pisaram no McDonald's ou tomaram uma Coca Cola, não assistiram um episódio se quer de Lost, ou qualquer outra série produzida pelos canais americanos de TV a Cabo.

Você é daqueles que não assistiu nenhum desses programas americanos e se orgulha disso, e quando vai à festas como o Halloween, entre um bourbon e outro, evita assuntos referentes aos EUA. Opta por falar sobre o BBB, ou A Fazenda?


A cultura americana já está tão enraizada que é quase obrigatório saber falar o inglês, e frequentar  aulas onde filmes como Homem Aranha, Avatar ou Batman, são passados sem legenda.

A vontade que tenho, quando encontro alguem que se diz contra a cultura americana é dar uma gostosa gargalhada, mas me contenho, pois lembro que minha gargalhada é escandalosa, e pessoa revolucionária à minha frente pode sacar de seu bolso um Iphone para filmar o momento. Filme que com certeza renderia muitos views no canal do Youtube.

Como todos somos gananciosos (no bom sentido), o antimericano adora ter views no youtube, montou até um canal, com nome pomposo onde prega seus regulamentos e regras para combater a entrada da cultura americana no País, e com milhões de visualizações passa a receber pequenos pagamentos em Dólar, do Google.

Em nome de seu ódio ao governo monta páginas e grupos no Facebook, e aproveita ainda para fazer compras no Ebay, onde se encontra produtos mais baratos, já que a Black Friday ainda vai demorar alguns meses para acontecer.

À noite em casa, chora com a alta do Dólar, pois sabe que a moeda americana tem interferência direta com a nossa economia. Antes de dormir vai ao banheiro e aproveita para folhear uma revista Playboy.

Eu olho para esse tipo de indivíduo, muitas vezes ainda sustentados pelos pais, vestidos elegantemente com suas camisas lacoste e tênis Nike e percebo que contra algumas coisas não tem como travar guerra, pois culturalmente estamos comprometidos.

Essa é a globalização.


Renato Fernandes

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